VÍTIMAS DA CAÇA            

Matança de nove jacarés no Pantanal ocorre pela primeira vez em dois anos

Considerado um animal silvestre importante para o equilíbrio ambiental do bioma, o jacaré tem caça proibida, o que torna crime tirar a vida desses animais            
Foto: Sema-MT

Pela primeira vez em dois anos, uma caçada tirou a vida de nove jacarés no Pantanal. O crime ambiental foi registrado na região de Porto Jofre, em Poconé, no Mato Grosso. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) acredita que turistas tenham matado os animais “por motivo banal”. O caso é investigado pela pasta.

Considerado um animal silvestre importante para o equilíbrio ambiental do bioma, o jacaré tem caça proibida, o que torna crime tirar a vida desses animais. Por ser parte da cadeia alimentar do Pantanal, a matança dessa espécie também pode impactar negativamente outros animais.

Os jacarés foram encontrados mortos em uma mesma região, mas em pontos distintos. Todos já estavam em estado de decomposição. Durante diligências realizadas pelos investigadores, uma equipe esteve no local do crime.

A investigação foi iniciada após uma denúncia apontar que os jacarés haviam sido mortos por meio de disparos de arma de fogo. Ao encontrar os corpos, os fiscais da Sema confirmaram o relato, já que no corpo dos animais foram encontradas marcas de tiro.

Esses animais costumam ser alvo de caçadores que visam o consumo ou a venda da carne dos jacarés, que também são mortos para que sua pele seja retirada e revertida em peças como bolsas e sapatos. Neste caso, porém, os corpos dos animais estavam inteiros e, por isso, a Sema acredita que há um motivo banal por trás da caça.

Por já terem sido encontrados em estado de decomposição, os corpos não foram retirados do local. A maior parte deles, inclusive, já tinha sido consumida por urubus.

Além da Sema, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) também investiga o caso. Até o momento, no entanto, o grupo suspeito de matar os animais não foi localizado. Diante disso, os fiscais afirmaram que continuarão realizando monitoramento da fauna para evitar crimes ambientais e punir os responsáveis. Em entrevista ao G1, o Coordenador de Fiscalização de Fauna, Jean Holz, afirmou que a matança de jacarés foi um caso isolado e que o Pantanal é constantemente fiscalizado.

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